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Publicado na última sexta, o mapeamento d3m0cr4cy traz exemplos de tecnologias que estão facilitando e amenizando os problemas da democracia, mas também aquelas que podem estar gerando um novo cenário distópico para o futuro.

Lançada na sexta-feira, dia 26, às vésperas do segundo turno, a pesquisa d3m0cr4cy realizada pela Envisioning traz à tona como tecnologias podem tanto amenizar quanto fortalecer problemas inerentes a um regime democrático. Para além da visualização criada pela empresa, o texto de abertura contextualiza historicamente o momento sociopolítico em que o país se encontra e como o Brasil se posiciona de um ponto de vista globalizado, frente às inovações tecnológicas.

Diante de questões como as bolhas ideológicas, as fake news e os bots de redes sociais, vemos que ao mesmo tempo que as redes sociais e os algoritmos nos fizeram ter acesso a mais conteúdos que nos agradariam, também nos proporcionaram uma cegueira diante do contexto geral. Esse é o argumento levantado pela tecnologia Algoritmo-reverso de Bolhas Online, por exemplo.

Dentre as tendências mapeadas, estão as tags Propaganda Cyborg, Big Brother Político, Superinteligência Social e Des(hackeando) a Participação. A primeira tendência, especialmente focada em tecnologia, traz questões como a presença de robôs conversacionais nas redes sociais e em aplicativos de troca de mensagem tornaram massiva a dissipação de informações que podem ou não ser verdadeiras ou que promovam algum tipo de dano. Por isso, tecnologias como Verificação Automatizada de Fatos poderia ser uma forma de controlar esse efeito colateral também proporcionado por uma tecnologia.

Já em Des(hackeando) a Participação, a pesquisa leva em conta a recente retomada do sistema democrático no Brasil, identificando que, por exemplo, ao longo do século XX, tal regime foi uma exceção no país. Por isso, a tecnologia poderia auxiliar em um maior reforço do exercício desse sistema ao oferecer mais segurança ao voto, por exemplo, utilizando-se da tecnologia do blockchain. Por outro lado, também tecnologias como uma Plataforma de Monitoramento de Desejo de Massas poderia ser uma forma de aproximar mais o governo da população, identificando de maneira automatizada quais são as necessidades e os anseios entre os cidadãos.

Já no caso da tendência de Superinteligência Social, é a reflexão sobre direitos e leis que circundam esse novo cenário tecnológico que fazem parte dessa coleção de tecnologias. Por outro lado, também essa tendência engloba tecnologias que automatizam processos realizados pela máquina governamental, portanto reduzindo a burocracia, os custos e o tempo requerido para tais tarefas. Ao mesmo tempo, essas tecnologias também funcionam como uma forma de aproximar as pessoas do governo tornando a auditoria automatizada e, portanto, também mais eficiente.

Por fim, é em Big Brother Político que temos acesso a uma visão mais distópica ou talvez mais cuidadosa de como as tecnologias podem surtir efeitos em um regime democrático: desde a proporcionar maior transparência a um país quanto à automatização da vigilância e o fim da privacidade. A isso se conectam as cidades inteligentes, a implementação de sensores e câmeras que, aliados a um software de inteligência artificial, podem tanto fornecer dados que ajudarão o governo na tomada de decisão, ou tornarão o sentido da palavra privacidade obsoleto diante do uso dessas ferramentas.

A pesquisa é um trabalho em aberto e todos podem colaborar com mais informações a serem acrescentadas, basta preencher o formulário. Trata-se de um trabalho voluntário gerado entre os colaboradores e membros da Envisioning.


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